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NOTÍCIAS

Ainda há escolas fechadas em Manica apesar da trégua

A situação afeta mais de 1800 alunos na província de Manica, centro de Moçambique. Em algumas regiões há populares que têm medo de regressar às suas zonas habitacionais, apesar do entendimento entre o Governo e a RENAMO.

Por causa do conflito, 58 escolas foram encerradas na província de Manica. Entretanto, com o prolongamento até 4 de maio da trégua entre o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o maior partido da oposição, a maioria dos estabelecimentos de ensino reabriu.

Apenas três escolas nos distritos de Báruè e Mossorize continuam encerradas, "porque algumas comunidades que se retiraram daqueles locais não regressaram, ou mesmo tendo regressado não levaram os seus filhos" para os estabelecimentos de ensino, explica o diretor provincial da Educação e Desenvolvimento Humano.

Estêvão Rupela

Estêvão Rupela, diretor provincial da Educação

Segundo Estêvão Rupela, estão a ser afetados mais de 1800 alunos e 30 professores.

Por isso, a direção provincial da Educação está a desenvolver uma campanha de sensibilização dirigida aos pais e encarregados de educação, a pedir que deixem os centros de acomodação e regressem às zonas de origem.

O responsável acredita na reabertura para breve daquelas escolas. "O regresso dos deslocados de guerra às suas regiões é que vai ditar a reabertura das escolas e consequentemente integrar os petizes", sublinha.

Medo de voltar

Apesar da trégua militar, algumas regiões no centro do país ainda não regressaram à normalidade. Há pessoas que temem regressar a casa, em zonas hostilizadas pelo conflito.

Ouvir o áudio 02:34

Ainda há escolas fechadas em Manica apesar da trégua

Por isso, ainda há centenas de deslocados de guerra nos seis centros de acomodação existentes na província de Manica - locais onde se refugiaram quando a situação político-militar se agudizou nas localidades onde viviam.

Fátima Mateus, mãe de seis filhos, refugiou-se no centro de acolhimento de Vanduzipor causa do conflito. Ainda não sabe se vai regressar este ano à sua região, porque teme a eclosão de novos ataques.

"Eu já não penso voltar a casa. É muito difícil para nós voltar. Deixei tudo o que tinha para vir para cá. Aqui nas tendas estamos a viver bem", contou à DW África.

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