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Internacional

Afrodescendentes apelam ao voto nas eleições europeias

Os eleitores europeus começaram a ir às urnas para escolher os próximos deputados do Parlamento Europeu. Portugal só votará no domingo. Entre os eleitores portugueses estão também alguns de origem africana.

"Acho importante que os afrodescendentes votem", diz Dynka Amorim, um jovem de origem são-tomense, naturalizado português. "Temos vindo a notar um grande desinteresse. Aliás, não é só nessas europeias. Não há uma grande representação das minorias, especialmente dos afrodescendentes, nos locais de decisão."

Dynka Amorim

Dynka Amorim é um jovem de origem são-tomense que se formou em ciências políticas

O sentimento de desinteresse em relação às eleições europeias, de que Dynka fala, parece ser geral na Europa.

Segundo a imprensa europeia, espera-se que a maior percentagem dos eleitores seja aquela que não irá às urnas. Em 2009, em Portugal, a abstenção ultrapassou os 63 por cento. Mas, nessa altura, Miguel Ié fez questão de votar nas europeias.

"É importante porque vivemos aqui, trabalhamos aqui e estamos a ajudar a construir essa nação portuguesa, que é a nossa", afirma o guineense naturalizado português.

Eurodeputados estão longe

Os países da União Europeia tentam combater de diferentes formas a questão da fraca participação do eleitorado.

Ouvir o áudio 03:21

Afrodescendentes apelam ao voto nas eleições europeias

Em Portugal, por exemplo, realizaram-se 19 conferências com eurodeputados em vários pontos do país, destinadas à sociedade civil e escolar, para sensibilizar os cidadãos para a importância deste ato eleitoral. A ação foi promovida pelo gabinete do Parlamento Europeu em Portugal. Houve mais campanhas, mas, segundo Dynka Amorim, isso não parece ter sido suficiente.

Há um afastamento dos eurodeputados relativamente à população. Porque eles ficam mais tempo [nas instituições europeias] em Bruxelas e em Estrasburgo. Muitas das vezes, o público em geral não conhece o trabalho que eles desenvolvem", diz Dynka. "Só sabem as pessoas que se interessam por essa temática, que seguem os blogues, a página do Facebook ou alguns programas temáticos."

"Viragem à direita"

O Parlamento Europeu é o único órgão da União Europeia eleito diretamente. Tem um papel ativo na elaboração de leis que afetam o dia-a-dia dos cidadãos, a nível da igualdade de oportunidades, dos transportes, bem como da livre circulação de trabalhadores, capitais, serviços e mercadorias.

Mónica Frechaut trabalha no Conselho Português para os Refugiados, mas fala a título pessoal. Para ela, independentemente de ter origens africanas, é importante que a Europa esteja alerta visto que se encontra num momento de viragem, em que partidos da direita ganham cada vez mais terreno um pouco por todo o território da União.

Monica Frechaut

Mónica Frechaut alerta para "viragem à direita" na Europa

"Obviamente que preocupa a tendência destes partidos em particular, com políticas migratórias mais restritivas e que prevêem a eliminação de alguns direitos, principalmente para as minorias", diz a jovem de origem moçambicana e mauriciana. "Mas também há outros temas que devem preocupar os afrodescendentes: as questões da educação e do emprego, que é absolutamente fundamental."

No domingo, 25 de maio, os eleitores portugueses vão às urnas. Poderão escolher de entre 16 partidos e coligações os 21 deputados portugueses que os vão representar no Parlamento Europeu. Ao todo, serão eleitos 751 eurodeputados dos 28 Estados-membros da União Europeia.

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