1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

AfriLeaks, um novo portal para fazer denúncias anónimas de abusos de poder

África já tem uma plataforma online onde é possível denunciar, anonimamente, casos de corrupção de políticos e empresários que abusam do poder. Jornalistas de Moçambique e Angola participam na iniciativa.

O

afriLeaks

, lançado oficialmente na terça-feira (13.01), promete proteger a identidade de quem disponibiliza informação confidencial, que assim poderá, de forma segura, ter contacto com jornalistas independentes.

Fazem parte do projeto 19 meios de comunicação social e grupos de ativistas, entre os quais o jornal @Verdade e o semanário Savana, de Moçambique, o site Maka Angola, o Mail & Guardian, da África do Sul, e The Zimbabwean, do Zimbabué. A DW África falou sobre a iniciativa com Luís Nhachote, do jornal @Verdade.

London Entscheidung über Auslieferung Julian Assanges SCREENSHOT

Ao contrário do WikiLeaks, os documentos não são diretamente divulgados no site do afriLeaks mas trabalhados por jornalistas independentes

DW África: Como funciona esta nova plataforma?

Luís Nhachote (LN): Através do afriLeaks qualquer denunciante pode fazer a sua denúncia, entregar os documentos que quiser, por via eletrónica, sem ser identificado em nenhum momento.

DW África: Como vão garantir a segurança destas pessoas?

LN: As pessoas estarão salvaguardadas de várias formas. O mais importante é que em nenhum momento a identidade das pessoas será revelada. Por outro lado, o servidor desta plataforma está num lugar seguro, a que todas as redações estão ligadas. O servidor evita interferências de Governos e outras instituições que procurem estes documentos.

DW África: As pessoas correm riscos de vários tipos. O que é preciso ter em conta antes de divulgarem documentos confidenciais?

LN: As pessoas vão manter o cuidado tradicional de não quererem que os seus nomes apareçam. Os documentos que são enviados para esta plataforma também têm um determinado prazo de vida. Passado esse prazo, a identidade dessas pessoas migra para um arquivo, que nunca estará online.

Ouvir o áudio 03:39

AfriLeaks, um novo portal para fazer denúncias anónimas de abusos de poder

DW África: Quem envia os documentos e informação também tem a possibilidade de escolher qual das organizações do afriLeaks deve investigar este tema. Já receberam documentos sobre Moçambique, por exemplo?

LN: Sim, já estamos a trabalhar neles. As denúncias precedem as investigações. Trazem alguns factos, mas depois é preciso um trabalho de fundo para aferir a veracidade destes documentos.

DW África: Este tipo de projeto encoraja uma nova cultura de prestação de contas e de justiça em África. Acha que o afriLeaks terá o impacto esperado no continente? Acha que este projeto vai funcionar?

LN: Penso que sim. O ambiente em que os meios de comunicação social trabalham varia de país para o país. Por exemplo, a África do Sul é um dos países no continente onde esse ambiente é mais aberto, mais amplo. Muitas das coisas que aparecem nos média da África do Sul acarretam também consequências judiciárias, sobretudo no que diz respeito a má governação e corrupção. É provável que, em Moçambique, abra agora uma nova era, na medida em que, na última legislatura, foi aprovada a lei de acesso à informação, que será a principal plataforma para os jornalistas poderem trabalhar.

DW África: Ou seja, pode-se esperar um aumento da transparência em Moçambique e no próprio continente?

LN: Exatamente. Eu penso que a perspetiva é mesmo essa.

Leia mais

Links externos

Áudios e vídeos relacionados