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AfricanTide ajuda refugiados e migrantes na Alemanha

Quem melhor para ajudar migrantes e refugiados do que outros migrantes ou refugiados? É o lema da AfricanTide Union, uma associação com sedes na Alemanha e em África, que visa ajudar migrantes e refugiados.

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O refugiado sírio Mohammed vai viver sozinho pela primeira vez

No asilo em Dortmund, o refugiado sírio Mohammed prepara-se para ir viver sozinho. Os assistentes socais Yvonne Makopa e Elias Teodoso tratam dos papéis da saída. O jovem Mohammed deixou o Irão sem os pais, atravessou o Oceano e viveu num campo de refugiados em Dortmund. Chegou aos 22 anos ao asilo da associação AfricanTide Union. Um mês depois, encontrou um apartamento.

No dia da despedida do asilo, Mohammed conta à DW África os seus objetivos: "Quero estudar Arte na universidade mas, primeiro, tenho de encontrar um trabalho que me permita estudar ao mesmo tempo”, conta, numa mistura de inglês e alemão.

O asilo para migrantes e refugiados é um dos projetos da AfricanTide Union, uma organização não-governamental que ajuda migrantes e refugiados na Alemanha. Apesar do nome, a AfricanTide ajuda pessoas de todo o mundo: de Moçambique, Zimbabué, Síria, Irão, Iraque.

Em Dortmund, acolhe quem vem para a Europa à procura de uma vida melhor, e na associação encontram pessoas que já passaram pelo mesmo. "Primeiro tivemos a experiência de ser migrantes na Alemanha, e agora podemos pôr-nos no papel dos jovens que vivem neste asilo”, diz Yvonne Makopa, do Zimbabué. "Quem melhor para ajudar migrantes ou refugiados do que outros migrantes ou refugiados."

Expectativas goradas

Deutschland Dortmund - PoOy Eh, Iranisch Flüchtling und Herausgeber, MyTideTV

A refugiada PoOy Eh é editora na MyTideTV

A AfricanTide, para além do asilo, dá aulas de alemão a refugiados e migrantes, tem duas creches e um canal de televisão, a MyTideTV.

A associação nasceu na Alemanha, em 2010, e tem quatro sedes no continente africano. A fundadora Rosalyn Dressman explica que, "em África, informamos a sociedade civil sobre o risco de migrar para a Europa”. E adianta: "as pessoas precisam de empregos, segurança, não precisam necessariamente de vir para a Europa".

A ansiedade de partir leva os migrantes e refugiados a chegar à Alemanha de forma ilegal "e acabam por ter diferentes problemas, como a prostituição ou escravatura”, diz Rosalyn Dressman, a quem chamam de Mamã Rosa.

"Queremos mostrar-lhes que a Alemanha não é o paraíso”, afirma a editora da MyTideTV, um projeto que pretende "mostrar às pessoas o que se passa na Alemanha”, porque para os africanos pensam em migrar para ter melhores condições de vida, "mas é perigoso virem de África e não é fácil vir por mar até aqui”, explica. A fundadora e presidente da AfricanTide, Rosalyn Dressman, acrescenta que vêm à procura de uma vida melhor, mas as condições em que vivem na Alemanha "são más, sem privacidade, por vezes sem nada para comer."

Refugiados e migrantes ficam na Alemanha

Ouvir o áudio 02:55

AfricanTide ajuda refugiados e migrantes na Alemanha

PoOy Eh é refugiada iraniana. Quando chegou a Dortmund, não conseguiu ter o mesmo emprego e salário. No Irão tinha uma empresa de publicidade e agora é editora dos programas da MyTideTv. "Não é fácil quando tivemos educação mas não a podemos usar na Alemanha. Mas eu tento fazer mais e melhor aqui para tentar ter uma melhor posição [na carreira]."

Aprender alemão é o primeiro passo na integração. Recorda que a primeira dificuldade foi não saber o idioma. "A língua alemã é difícil e a cultura é diferente e, tal como os bebés, temos de voltar a crescer", diz PoOy Eh. Quando chegou à Alemanha, o refugiado Mohammed sentiu a mesma dificuldade, pois só sabia falar árabe. Agora já mistura o alemão com o inglês enquanto fala.

Mohammed está pronto para sair do asilo em Dortmund. Vai procurar um emprego na Alemanha que dê para conciliar com o curso universitário. "Um dia, quero voltar para a Síria e estar com a minha família”, diz o jovem sírio. Mas não é caso único. Também PoOy Eh, refugiada iraniana da MyTideTV gostaria de voltar à sua terra-Natal: "Pretendo voltar, mas não posso, senão o Governo do Iraque mata-me, porque eu era muçulmana mas converti-me ao cristianismo, o que é ilegal no Irão."

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