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Internacional

A Zâmbia celebra 50 anos de independência

Esta sexta-feira (24/10) a Zâmbia comemora os 50 anos de independência do Reino Unido. Apesar de a nação viver em paz desde a independência, a pobreza extrema ainda afeta 60 por cento dos habitantes.

A população deste território que faz fronteira com Angola e Moçambique, entre outros países, está mergulhada em festejos há um mês, indiferente à onda de calor de 35 graus que assola o país da África Austral.

Os políticos também puseram as suas diferenças de lado para assinalar de forma digna a data. A Zâmbia tem sido um exemplo de paz na região, ainda que o país enfrente grandes desafios, como a pobreza generalizada, um sistema de saúde débil, entre outros problemas socioeconómicos.

O fosso entre ricos e pobres é cada vez maior, apesar da economia crescer a um ritmo de sete por cento nos últimos cinco anos.

Präsident von Sambia Michael Chilufya Sata

O Presidente da Zâmbia, Michael Sata

Os zambianos estão satisfeitos

Mas em altura de festa, nas ruas de Lusaka, a população parece alheia às diferenças sociais. Mike Sis, de 24 anos, funcionário numa empresa privada, está satisfeito com o crescimento económico dos últimos anos. E diz à DW: “Quando estava no escritório, vi algumas fotografias antigas destes lugares comuns que nós conhecemos e as diferenças são muitas. Em termos de desenvolvimento, se compararmos ao que éramos e ao que somos, há uma grande evolução económica. Posso dizer que estamos a dar bem.”

Mercy Monze, de 30 anos, mãe de dois filhos, diz-se radiante pelos 50 anos de independência da região: “Significa liberdade, mas não é só a liberdade da Zâmbia, mas sim várias liberdades. Fomos libertados do pecado, da escravidão, da pobreza. Tenho a certeza de que vamos ficar bem. Agora temos uma nova moeda. Estamos livres, não somos como outros países. Aqui nós amamo-nos uns aos outros. A Zâmbia é um bom país”.

Sambia Landwirtschaft Baumwollanbau

A Zâmbia é um país pobre

Continua a luta contra a pobreza

Moses Mwale nasceu em 1964, precisamente o ano da independência. Para ele há dois motivos para festejar: os seus 50 anos e os 50 anos do seu país: “Estou radiante, estou feliz, e procuro a melhor maneira de festejar. Estou mesmo muito feliz. Acho que o país está a andar bem.”

Porém, o ministro das Finanças da Zâmbia, Alexander Chikwanda, que nasceu em 1937, defende que a Zâmbia ainda tem um longo caminho pela frente sobretudo no que toca ao desenvolvimento social e económico. Chikwanda lamenta que o sector público represente um gasto de 53% do total do Orçamento de Estado, sobrando poucos recursos para gastos sociais: “Sobra apenas 25% de fundos para

Ouvir o áudio 03:39

A Zâmbia celebra 50 anos de independência

investimentos na redução da pobreza, formação de capital e outros programas de desenvolvimento”.

Apesar dos vários problemas que o país atravessa, incluindo a doença crónica do Presidente, Michael Sata, a festa continua na Zâmbia pelo menos até 31 de outubro.

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