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Guiné-Bissau

Índice de analfabetismo diminui em cerca de 15% na Guiné-Bissau

Desde 2002, autoridades nacionais ganharam apoio de organizações internacionais para promover a alfabetização no país. Embora o número de alfabetizados seja ainda baixo, já há bons exemplos e casos de sucesso no país.

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As formações estão a mudar a vida de muitas pessoas na Guiné-Bissau

Há dois anos, Muskutó Babá, de 56 anos, teve a oportunidade de frequentar, pela primeira vez na sua vida, uma sala de aula.

“Estou muito contente por frequentar a escola de alfabetização. Mudou a minha vida e a vida dos meus netos”, conta a vendedora, uma cara bem conhecida na feira popular da vila de Nhacra, situada no extremo norte da Guiné-Bissau.

Graças ao programa de alfabetização, Muskutó Babá consegue ler cartazes de sensibilização e receitas médicas e também já assina a lista de presenças quando vai às reuniões do seu partido.

Mariama Balde, de 50 anos, mãe de seis filhos, também já é capaz de escrever uma carta em português para o filho que vive no estrangeiro. “Estou muito contente com esta escola porque sensibiliza pessoas que não sabem ler nem escrever”, afirma, sublinhando que “agora muitas mulheres já sabem escrever”.

Guinea-Bissau Muskuto Baba

A vida da vendedora Muskutó Babá melhorou graças a um programa de alfabetização


Poucas mulheres alfabetizadas

Segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos (MICS, na sigla em inglês) de 2010, citado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), apenas 39,8% das mulheres entre os 15 e os 24 anos são alfabetizadas na Guiné-Bissau. Em 2012, foram formados cerca de 4.000 adultos e para o final de 2013 estima-se que o número seja superior a 9.000.

Ouvir o áudio 03:17

Índice de analfabetismo diminui em cerca de 15% na Guiné-Bissau

Autoridades nacionais e organismos internacionais acabam de lançar uma campanha de sensibilização e promoção da alfabetização para tentar captar ainda mais alunos.

Com as ações de alfabetização, esperam atingir cerca de 5.000 pessoas ainda este ano.

As autoridades da Guiné-Bissau contam, desde 2002, com o apoio da UNICEF - que disponibiliza meios audiovisuais e de apoio ao funcionamento e supervisiona 60 centros de alfabetização no interior do país.

Índice de analfabetismo diminuiu

Segundo Braima Indjai, coordenador dos centros de alfabetização, o índice de analfabetismo diminuiu de 60% para cerca de 45% graças a estas formações que estão a mudar o rumo dos acontecimentos na sociedade.

“Agora as pessoas já conseguem ler, escrever, fazer contas, distinguir receitas médicas e até agem como mensageiros e sensibilizadores na comunidade e nos hospitais”, conta o coordenador.

As ações de divulgação são dirigidas a toda a população, mas com atenção especial para as mulheres, e explicam que a alfabetização contribui para que haja melhores cuidados de saúde, redução da pobreza e mais desenvolvimento.

Guinea-Bissau Mariama Baldé

Mariama Balde já consegue escrever cartas para o filho que vive no estrangeiro

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