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Internacional

Ébola – Um elogio aos Estados Unidos da América

Os Estados Unidos da América são muitas vezes alvo de crítica em todo o mundo, e a Alemanha não é excepção. Mas o empenho do país no combate ao ébola em África deve ser apoiado sem reservas, comenta Miodrag Soric.

Como os americanos sabem muito bem, é impossível agradar a gregos e troianos. E sobretudo aos europeus, que regularmente criticam o “grande irmão” do outro lado do Atlântico. Por exemplo, quando se trata das guerras americanas no Iraque ou no Afeganistão. Os EUA não apenas não ganham todas as batalhas, como, no final, perdem a guerra. Washington deixa atrás de si situações ainda mais desastrosas do que aquelas que existiam antes da sua intervenção. Trata-se de achas para a fogueira dos críticos europeus. Na Alemanha acresce que muita gente ainda se sente indignada com a descoberta de que os serviços secretos de Washington durante anos montaram escutas ao telemóvel da chanceler, Angela Merkel. E até agora não pediram desculpas pelo facto.

O anti-americanismo está na moda

USA Obama trifft Ebola Patientin Nina Pham 24.10.2014

O Presidente Barack Obama recebe a enfermeira norte-americana, Nina Pham, que sobreviveu ao vírus

O que atiçou o negativismo em relação aos EUA e não ajudou a promover as negociações para o acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP). Muitos europeus rejeitam laços comerciais mais estreitos com os Estados Unidos. E justificam a postura apontando alegados perigos como a importação de carne tratada com antibióticos ou milho geneticamente modificado. Obviamente, a assinatura de um acordo de livre comércio não obriga ninguém na União Europeia a comprar o que não quer consumir. Mas o anti-americanismo está na moda. O debate em torno do TTIP não contempla as suas vantagens, como o fomento do crescimento económico ou padrões comuns na produção industrial. Por outras palavras, as relações já não eram tão más desde os tempos do Presidente Ronald Reagan. Algo impensável ainda há poucos anos, quando Barack Obama conquistou os corações europeus antes de ser eleito para a Casa Branca.

Agora, o chefe de Estado americano declarou a guerra ao vírus do ébola em África. Até ao final do mês de novembro, Obama vai enviar para a África ocidental cerca de 4000 membros do exército nacional para ajudar a criar as infraestruturas necessárias ao combate do surto. Na Libéria serão construídos 17 centros de tratamento para pacientes infectados. E pessoal médico contaminado poderá dentro em breve ser tratado num hospital de campanha que os EUA estão a erigir no aeroporto da capital, Monróvia. Além disso Washington vai enviar especialistas de laboratório, de modo a garantir que os resultados dos testes na Libéria sejam constatados no espaço de poucas horas. Os EUA planeiam treinar milhares de voluntários na Libéria que possam ajudar a tratar dos pacientes.

Kuba Havanna Ebola-Gipfel 29.10.2014

A cimeira do ébola em Havana, Cuba mobilizou recursos daquele país para ajudar a África ocidental

Na Europa houve quem de imediato começasse a criticar estas medidas, alegando que se trata da militarização da assistência humanitária. É preciso que estes críticos compreendam que até organizações não-governamentais, como a Médico Sem Fronteiras, exigiram esta intervenção militar. Pois o surto do vírus é uma ameaça global para a Libéria, a Guiné-Conacri e a Serra Leoa. Em causa estão toda a estrutura dos já por si fracos sistemas de saúde, a segurança e a administração públicas e as economias nacionais.

Ate Cuba saúda a intervenção

Por isso, em vez de críticas, o Governo norte-americano merece um apoio maciço. Nada une tão fortemente as pessoas como uma boa acão praticada em conjunto. Até os perenes inimigos Cuba e EUA aproximam-se nesta guerra contra o ébola. No início de outubro, Havana enviou centenas de médicos e enfermeiros para a África ocidental. O que valeu aos cubanos fortes elogios do secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Agora os cubanos agradeceram, louvando a intervenção do exército norte-americano. Os dois países anunciaram que querem cooperar na Libéria.

Se até Cuba é capaz de esquecer temporariamente o seu tradicional anti-americanismo, a Europa bem que podia seguir o exemplo.

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