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Moçambique

"É preciso travar raptos hediondos de albinos"

Durante uma visita ao Centro de Maratane, na província nortenha de Nampula, um parlamentar moçambicano mostrou-se preocupado com o aumento dos raptos de albinos. E pediu mais denúncias.

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Em países como a Tanzânia, albinos são perseguidos devido a crenças e superstições (foto de arquivo)

Só na semana passada, de acordo com dados fornecidos pela Associação "Amor à Vida" em Nampula, foram denunciados três novos casos de tráfico de pessoas com falta de pigmentação na pele: Dois na cidade de Nacala-Porto e um na cidade de Nampula. A polícia acaba de resgatar um albino e prendeu três cidadãos nacionais. Suspeita-se que cidadãos estrangeiros também tenham estado envolvidos nos sequestros.

"Queremos repudiar e condenar com veemência o crime contra os nossos concidadãos. É um crime hediondo", disse António Niquice, presidente da Comissão de Relações Internacionais do Parlamento moçambicano durante uma visita ao Centro de Refugiados de Maratane, no norte do país, esta quarta-feira (09.09).

Mosambik Sozialzentrum von Maratane

Centro Social de Maratane

Niquice sublinhou que Moçambique continuará a ser um país acolhedor de todos os estrangeiros que, por motivos de insegurança nos territórios de origem, são obrigados a fugir de suas casas. Mas observou que os mesmos "não podem, em nenhuma circunstância, atentar contra a vida dos moçambicanos".

Direito ao bom nome

Os refugiados acomodados no Centro de Maratane lamentam a onda de raptos de albinos na região e dizem que o seu bom nome está a ser manchado. "Sentimo-nos muito mal ao acompanhar o problema na rádio e na televisão. Decidimos mandar o nosso representante para fazer desmentidos", afirmou Banzanba Posteri, responsável pela comunidade burundesa.

À semelhança do presidente da Comissão parlamentar de Relações internacionais, Banzanba Posteri pede a intervenção célere das autoridades governamentais para pôr termo aos raptos.

Ouvir o áudio 02:09

"É preciso travar raptos hediondos de albinos"

O Centro de Refugiados de Maratane foi criado em 2001. Atualmente, acomoda mais de 123 mil requerentes de asilo e refugiados, na sua maioria, oriundos da República Democrática do Congo, Burundi e Ruanda.

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