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São Tomé e Príncipe

É preciso encorajar as mulheres a denunciarem a violência doméstica

Filme que desperta para a violência doméstica, em São Tomé e Príncipe, está concluído e é oficialmente lançado, hoje, dia Internacional dos Direitos Humanos (10.12).

A curta-metragem “Elsa Figueira” conta a história de uma mulher que enfrenta a violência do homem que ama. A ideia surgiu do rapper são-tomense Peka G Boom que escreveu uma música para alertar sobre o problema da violência doméstica durante a produção do álbum "Banho Público", em São Tomé, que será lançado em fevereiro de 2016.

O cantor escreveu a música em 2013, o realizador Kris Haamer fez o vídeo e o pintor Catita Dias juntou a fotografia através dos seus quadros. Aliados com a ONG Galo Cantá, estes três artistas criaram a campanha “Elsa Figueira”. "Conversei, num restaurante, com o Chris Haamer, que estava em São Tomé a fazer um projeto através de pinturas, ele ouviu a música e gostou. Falei-lhe na vontade de realizar um vídeo e o pintor concordou, então decidimos avançar", descreve o cantor.

O rapper explica que "queria fazer algo que marcasse a diferença e ajudasse a sociedade são-tomense" foi quando reparou "que em São Tomé existem muitos casos de violência doméstica. Há muitas mulheres que morrem no país por causa disso."

San Tome und Principe häusliche Gewalt

PekaGBoom

"Elsa Figueira" representa todas as mulheres vítimas de violência doméstica

O filme, que foi realizado com o apoio de empresas locais e donativos obtidos na plataforma Kickstarter, está terminado e encena a história de “Elsa Figueira”, personagem fictícia criada como elemento simbolizador de todas as mulheres são-tomenses vitimas de violência doméstica.

A história foi inspirada na mãe do cantor que criou a música, Pércio Silva – Peka G Boom – rapper são-tomense. “A minha mãe foi a mulher que me deu inspiração para fazer esta música porque outrora ela sofreu de violência doméstica. A música foi feita com o título "Violência Doméstica” inspirada nisso que se passou e mais tarde criou-se a personagem fictícia que é a “Elsa Figueira”. E a minha mãe é uma “Elsa Figueira” porque passou por essa situação e hoje é uma mulher que conseguiu ultrapassar os problemas. É um exemplo positivo para todas as mulheres que passam por isso. É preciso fazer acreditar as pessoas que passam por isto de que é possível.”

O rapper adianta que não se trata apenas de um problema de São Tomé e que esta campanha “é de São Tomé para o Mundo. É para Portugal, Angola e para o resto do planeta.” E refere que a personagem, “Elsa Figueira”, é uma mulher que vem inspirar as pessoas, que passam por essa situação, a terem coragem e a denunciar casos desses. "É preciso as mulheres unirem-se e o mundo ouvir essa voz. Podemos ter um vizinho ou uma vizinha que passam por isso e nós podemos evitar o pior", concluí Peka G Boom.

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Jorcilina Correia

Jorcilina Correia é uma jornalista são-tomense a viver no Brasil. A jornalista colaborou como relações públicas do projeto. Jorcilina explica o lema que segue o filme. “Kua ku wê ka pia, no ca pô muda é o tema que é defendido pelo rapper Peka G Boom. Acredito sim, que o que os olhos vêm, nós podemos mudar e a violência doméstica é o que está visível. A sociedade está consciente, nós estamos vendo o que está a acontecer e nós podemos mudar essa realidade. Estamos perante uma sociedade cobarde que é incapaz de denunciar. Normalmente as pessoas dizem que briga entre marido e mulher não se mete a colher, é um provérbio que se estende por todo o mundo independentemente da língua e da cultura. Se acontecesses comigo com certeza denunciaria na primeira hora", sublinha a jornalista.

Ouvir o áudio 02:39

É preciso encorajar as mulheres a denunciarem a violência doméstica

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